Lava A minha memória suja no seu rio de lodo Com a ponta da tua língua, purifica-me todo E não deixes o menor traço De tudo o que me prende e que me cansa, hélas (interj.)
Caça Persegue-a em mim, que é em mim que ela vive E assim que a tiveres na ponta do teu fuzil Não escutes se ela te implora Tu sabes que ela deverá morrer de uma segunda morte Então, mata-la outra vez
Chora Já o fiz antes e não serviu de nada À custa de soluços inundei as almofadas Eu tentei, eu tentei Mas tenho o coração seco e os olhos inchados Mas tenho o coração seco e os olhos inchados
Então, arde. Arde quando tu te enliças no meu grande leito de gelo Meu leito como uma banquisa, que degela quando tu me enlaças Mais nada é triste, mais nada é grave Se tenho o teu corpo como uma torrente de lava
Lava a minha memória suja no seu rio de lodo Lava.
2 comentários:
Lava
A minha memória suja no seu rio de lodo
Com a ponta da tua língua, purifica-me todo
E não deixes o menor traço
De tudo o que me prende e que me cansa, hélas (interj.)
Caça
Persegue-a em mim, que é em mim que ela vive
E assim que a tiveres na ponta do teu fuzil
Não escutes se ela te implora
Tu sabes que ela deverá morrer de uma segunda morte
Então, mata-la outra vez
Chora
Já o fiz antes e não serviu de nada
À custa de soluços inundei as almofadas
Eu tentei, eu tentei
Mas tenho o coração seco e os olhos inchados
Mas tenho o coração seco e os olhos inchados
Então, arde.
Arde quando tu te enliças no meu grande leito de gelo
Meu leito como uma banquisa, que degela quando tu me enlaças
Mais nada é triste, mais nada é grave
Se tenho o teu corpo como uma torrente de lava
Lava a minha memória suja no seu rio de lodo
Lava.
Shugo... De ti para mim, de mim para ti... Adoro-nos!
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