Esta semana prolonguei a minha estadia por Lisboa. Terça-feira recuperei o vetusto hábito do Choro, agora abraçado pelo Lusitano.
Nunca tinha ido ao Lusitano. Antes era um outro Choro o que se tocava no Cefalópode. Agora há uma sala maior, onde os pares se encontram para dançar, reflectidos em enormes espelhos que prolongam e multiplicam a sala e os seus ocupantes, sob uma intensa luz vermelha.
Finda a noite, volto para casa e ligo a minha caixinha de música portátil. Uma instantânea sensação de estranheza, mas em breve estaria já entregue ao cantarolar dos MGMT. Fiquei espantada com a total desordem das bandas sonoras dos meus dias. Do romantismo naïf ao total freakshow, passando por coisas que nem sei o que são e pelo pochlost - se não sabem o que é, podem ler O Nascer do Sol - é possível encontrar quase tudo na minha disfuncional - (?) - banda sonora. E depois de ouvir tanta música e de ter ficado assim pro confusa, imaginei que eu sou assim-assim-exactamente como aquela confusão. E, como a banda sonora que liga diferentes actos, a minha banda sonora liga os meus bocados.
Devendra Banhart - A Ribbon
Lionel Loueke
Virgin Prunes - Pagan Lovesong
MGMT - 4th Dimensionla Transition
Sun Ra - Space is the Place
Vetiver - Oh Papa
Anthony and the Johnsons - Hope there's someone

2 comentários:
uau, que festival de música.
muito bom. Surpreendeu-me foi ver aqui os Virgin Prunes, pensava que já ninguém hoje em dia os conhecia
Hi hi hi!
São uns grandes companheiros de viagem :-)
Bacci
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