quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Da Contradição ou as Bandas Sonoras dos Nossos Dias


Esta semana prolonguei a minha estadia por Lisboa. Terça-feira recuperei o vetusto hábito do Choro, agora abraçado pelo Lusitano.













Nunca tinha ido ao Lusitano. Antes era um outro Choro o que se tocava no Cefalópode. Agora há uma sala maior, onde os pares se encontram para dançar, reflectidos em enormes espelhos que prolongam e multiplicam a sala e os seus ocupantes, sob uma intensa luz vermelha.


Finda a noite, volto para casa e ligo a minha caixinha de música portátil. Uma instantânea sensação de estranheza, mas em breve estaria já entregue ao cantarolar dos MGMT. Fiquei espantada com a total desordem das bandas sonoras dos meus dias. Do romantismo naïf ao total freakshow, passando por coisas que nem sei o que são e pelo pochlost - se não sabem o que é, podem ler O Nascer do Sol - é possível encontrar quase tudo na minha disfuncional - (?) - banda sonora. E depois de ouvir tanta música e de ter ficado assim pro confusa, imaginei que eu sou assim-assim-exactamente como aquela confusão. E, como a banda sonora que liga diferentes actos, a minha banda sonora liga os meus bocados.



Devendra Banhart - A Ribbon



Lionel Loueke



Virgin Prunes - Pagan Lovesong



MGMT - 4th Dimensionla Transition




Sun Ra - Space is the Place



Vetiver - Oh Papa



Anthony and the Johnsons - Hope there's someone

2 comentários:

Nuno Torres disse...

uau, que festival de música.
muito bom. Surpreendeu-me foi ver aqui os Virgin Prunes, pensava que já ninguém hoje em dia os conhecia

Ana P disse...

Hi hi hi!
São uns grandes companheiros de viagem :-)

Bacci