quarta-feira, 4 de março de 2009

Fêmeas

Tendo a odiar feministas. Odiar parece muito forte, mas antes fazer qualquer coisa ao ódio do que passar a vida a desgostar. Devia escrever sobre o maniqueísmo... lá chegarei. Dizia: tendo a odiar feministas... tendência tão obtusa, quanto paradoxal... e de volta ao maniqueísmo (devia mesmo escrever sobre isto!). Odeio a ideia de tomar igualdade por fusão, odeio a união das mulheres-no-país-das-maravilhas-onde-homem-não-entra, odeio a arrogância do não-precisamos-deles-para-nada, do nós-podemos-e-fazemos, do a-maternidade-é-uma-construção-social. Nada tenho contra a igualdade, nem contra as corajosas que a tentaram. Não é sobre essas que escrevo. É sobre as que tentam suplantar a diferença, as que fazem por abolir o que é único.


Esta estória não começa agora, mas há muito, muito tempo, simplesmente foi despertada pelas minhas leituras on-line. Andava eu a espreitar o que se escreve na blogosfera, quando encontrei um blog, cujo título me despertou muito interesse e que não vou revelar porque, muito embora abrace entusiasticamente a liberdade de expressão, parece-me foleiro andar aí a dizer mal do que os outros, livremente, pensam. Foleiro, parece-me ser uma boa razão para não escrever. Pois bem, andava eu em pesquisas on-line quando encontrei esse blog de uma pretensa feminista que era um verdadeiro elogio, sintomático, acho eu, ao pénis. Despertou-me uma raiva incontornável. Mas, afinal, qual é o problema de dizer, sim, gostamos muito dos homens, sim, precisamos deles, muito, muito a sério. Fónix (desculpem-me a péssima expressão!), há feministas que são uma seca do caralho! Ah, ah, ah... literalmente!


Já voltei ao meu uso do vernáculo. Quando vim para o além-texas tinha abandonado completamente, pensava eu, este meu terrível hábito. Mas, afinal, parece que persiste! Os meus colegas parecem não se incomodar e, até, gostar desta minha restolhada, mas passam a vida a oferecer-me doces e fico sempre a imaginar que é para me adoçarem a oratória...

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